Comprar casa é um passo importante para a nossa emancipação enquanto indivíduos e, simultaneamente, extremamente desafiante do ponto de vista financeiro, especialmente quando pretendemos recorrer a um crédito à habitação.
Pela dimensão do investimento, a maioria dos consumidores portugueses vê no crédito à habitação a única forma de conseguirem adquirir um imóvel a que possam chamar lar, mas isso vai trazer grandes responsabilidades legais e obrigações financeiras que vão mexer com a sua vida quotidiana.
Pedir um crédito à habitação em Portugal é relativamente simples, mas exigirá da sua parte o cumprimento de alguns requisitos, tais como entrar com 10% do investimento total ou contratar um Seguro de Vida, algo que vem exacerbar a necessidade de parar e analisar a sua condição económica antes de partir para a contratação.
Para que não tenha de percorrer este caminho sozinho, criamos um guia que o acompanhará, pelos passos essenciais antes de pedir um crédito à habitação. Venha daí!
Passos essenciais a dar antes de pedir crédito à habitação
Antes de pedir um crédito para a compra de casa, a primeira coisa a fazer será, sem dúvida, analisar a sua situação financeira.
1º Passo: Análise da sua situação financeira
Não basta querer comprar casa, é necessário ter meios básicos para o fazer, daí ser essencial uma análise aturada das suas finanças.
Neste sentido, comece por calcular a sua taxa de esforço, um indicador que mede o impacto do crédito no seu orçamento mensal.
Fórmula da Taxa de Esforço: Total das prestações mensais de crédito / Rendimento mensal total do agregado x 100
Caso esta taxa ultrapasse os 35%, dificilmente um banco irá o seu pedido de crédito.
Além disto, deve verificar se tem algum empréstimo por pagar no seu Mapa de Responsabilidades de Crédito e, caso identifique alguma dívida deste género, procure pagá-la antes de pedir um crédito à habitação.
2º Passo: Reforce a suas poupanças
Como referimos, terá de entrar com, pelo menos, 10% do valor do imóvel no âmbito de um crédito à habitação, razão para que comece a pensar numa forma de o financiar. Isso poderá ser realizado com um plano de poupança de longo termo ou através de um crédito pessoal, por exemplo.
Ao capital inicial terá, ainda, de juntar os custos de compra do imóvel e os impostos, tais como o IMT, imposto de Selo, escritura e registos.
Uma nota final. Caso tenha entre 18 e 35 anos, saiba que poderá beneficiar de isenção de IMT e imposto de Selo e ainda garantia do Estado num financiamento a 100%.
3º Passo: Reúna a documentação necessária
O momento de pedir o seu crédito à habitação está próximo, mas, antes de o fazer, deve reunir a documentação necessária.
Por norma, os documentos exigidos num pedido de crédito para a compra de casa são:
– Cartão de Cidadão ou Passaporte de todos os proponentes.
– Última declaração de IRS e respetiva Nota de Liquidação, últimos 3 recibos de vencimento e mapa de descontos da Segurança Social.
– Declaração da entidade patronal a confirmar o vínculo laboral e contrato de trabalho.
– Extratos bancários dos últimos 3 meses.
4º Passo: Decida a taxa de juro
Este é um ponto crucial no pré-crédito à habitação, já que vai ajudar a definir o valor da prestação mensal que irá ficar a pagar.
Dentro do leque de opções, poderá escolher uma taxa fixa (prestação constante), variável (acompanha a Euribor) ou mista (fixa inicial e variável depois).
Por exemplo, se escolher uma taxa variável, poderá deparar-se com um cenário de subida das taxas de juro e, de um mês para o outro, ficar a pagar muito mais, como aconteceu em 2022.
Já se optar por uma taxa fixa, independentemente das subidas ou descidas das taxas de juro, pagará sempre o mesmo ao longo de todo o contrato.
5º Passo: Faça simulações e compare propostas
Chegamos, enfim, ao último dos passos/dicas de compra de casa mais importantes está a simulação e comparação de propostas de crédito à habitação.
Para garantir que as suas finanças pessoais não ficarão esmagadas por uma prestação desfasada da sua realidade, faça o máximo de simulações que puder de modo a comparar diferentes propostas, nomeadamente nos campos do spread, MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) e TAEG (Taxa Anual Efetiva Global – onde estão incluídas todas as suas despesas com o crédito).
No mesmo sentido, solicite sempre a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) a cada instituição bancária para uma eficaz comparação entre diferentes propostas.
Em alternativa, poderá recorrer aos serviços de um intermediário de crédito como a CONFFIA onde, além de uma simulação personalizada, vai contar com apoio especializado durante o processo de contratação e, acima de tudo, beneficiar de um contrato em linha com as suas possibilidades e necessidades financeiras.
