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Não errámos por muito se dissermos que, durante a passagem de ano, uma das resoluções para 2026 que acompanharam o champanhe e as passas foi o de conseguir aumentar o seu rendimento mensal.

Para que essa resolução financeira para 2026 não se fique apenas pela intenção, é altura de arregaçar as mangas e meter as mãos ao trabalho que é como quem diz, é altura de começar a pensar num planeamento financeiro que consiga gerar uma maior poupança anual.

No centro de toda e qualquer planeamento financeiro deve estar a definição de metas realistas, ou seja, objetivos que estejam em linha com a sua capacidade económica e, sobretudo, as suas necessidades, para que não perda qualidade de vida.

Como definir metas realistas para garantir uma melhor gestão do seu dinheiro e aumentar a poupança?

A resposta a esta questão vai, como já referimos, exigir da sua parte algum trabalho, mas um trabalho que promete compensar.

Tudo deve começar com uma visão 360º graus sobre as suas finanças e a criação de um orçamento mensal:

1º Passo: Faça o ponto da situação sobre as suas finanças pessoais e crie um orçamento mensal

Qual o rendimento mensal esperado? Qual o volume médio de despesas mensais fixas e despesas variáveis?

A resposta a estas duas perguntas vai permitir-lhe perceber, de imediato, em que ponto se encontra a sua taxa de poupança e ajudá-lo a criar um orçamento mensal realista em função das suas necessidades.

Para uma melhor gestão do orçamento, discrimine as despesas e procure identificar gastos de que pode abdicar ou que pode reduzir, como é o caso das faturas de energia, supermercado e telecomunicações.

2º Passo: Calcule a sua taxa de esforço

Se faz parte da percentagem de portugueses que está a pagar um ou mais créditos, é importante que calcule a sua taxa de esforço, taxa que mede o impacto do pagamento das prestações no seu orçamento mensal e que segue esta fórmula: Encargos financeiros com prestações mensais / Rendimento total mensal do agregado x 100.

Caso esta percentagem seja superior a 35%, valor limite recomendado pelo Banco de Portugal, aconselhamos a que pondere consolidar os seus créditos (mínimo de dois).

Através do crédito consolidado, poderá juntar todos os seus créditos num só e ficar com apenas uma prestação mensal, um prazo de reembolso mais alargado e até usufruir de um financiamento extra.

Note que, com um crédito consolidado, poderá reduzir o valor da sua prestação mensal em até 60%, o que significará uma poupança acrescida e uma melhor gestão do seu dinheiro.

Caso tenha apenas um crédito ao consumo e queira reduzir o valor que está a pagar, deve ponderar transferi-lo para um banco que lhe ofereça taxas de juro (TAN e TAEG) mais baixas.

Importa referir que este processo não será uma transferência direta, isto é, terá de contratar um novo crédito para pagar o anterior conseguindo, de permeio, condições contratuais mais vantajosas.

Para que todo o processo de procura e comparação entre diferentes propostas de crédito seja o mais simples e rápido possível, o melhor a fazer é recorrer a um intermediário de crédito, como é o caso da CONFFIA.

Através da utilização dos nossos serviços de intermediação de crédito, os especialistas CONFFIA vão, em linha com as suas necessidades, oferecer-lhe as melhores propostas de crédito pessoal, consolidado, habitação e automóvel do mercado, simplicidade no processo de contratação de crédito e rapidez de resposta.

3º Passo: Implemente uma estratégia SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant and Time-bound)

Traduzido do inglês, o acrónimo SMART significa “especificas, mensuráveis, atingíveis, relevantes e temporizáveis” e corresponde a uma estratégia que lhe vai permitir esquematizar metas realistas ao longo do ano da seguinte forma:

– Específicas: defina um valor de poupança semanal ou mensal e coloque-o numa reserva de emergência ou conta bancária especificamente aberta para o efeito;

– Mensuráveis: é importante que o valor a poupar seja sempre o mesmo de modo a ser mais facilmente mensurável;

– Atingíveis: a definição do valor a colocar de lado deve ter sempre por base os seus rendimentos e despesas essenciais;

– Relevantes: alinhe a meta de poupança com as suas necessidades e prioridades;

– Temporizáveis: defina um prazo claro e rigoroso (semanal, mensal, anual, etc.).

4º Passo: Automatize a poupança

Além da estratégia SMART, tem ao seu dispor muitas outras estratégias que o ajudam a definir metas realistas para conseguir uma maior poupança anual.

Esse é o caso da estratégia de planeamento financeiro 50-30-20.

Na prática, esta estratégia diz-lhe que deve dedicar 50% do seu orçamento mensal a despesas com habitação, energia, alimentação, transportes e telecomunicações, ou seja, despesas fixas essenciais.

Já 30% do orçamento deve ser dedicado a despesas não essenciais, categoria onde se incluem, por exemplo, subscrições, refeições fora de casa, viagens, roupa e atividade de lazer.

Por último, os restantes 20% devem ser canalizados para o pagamento de dívidas, criação de um fundo de emergência/poupança ou investimentos.

5º Passo: Faça uso de aplicações financeiras para monitorizar despesas e metas

Procure o auxílio de aplicações móveis para ajudá-lo a cumprir as suas resoluções financeiras 2026.

A Boonzi, por exemplo, é uma app de gestão de finanças pessoais 100% portuguesa disponível para Android e iOS que o vai ajudar a categorizar despesas, criar orçamentos, importar extratos bancários e receber notificações sobre as suas despesas em tempo real.

Já se for mais sensível a imagens e gráficos, a app Moneyboard é a ideal, uma vez que permite-lhe, entre outras coisas, personalizar categorias de despesas, ter acesso e controlo sobre todas as entradas e saídas de dinheiro da sua conta criar lembretes.