Skip to main content

O final do ano é a altura, por excelência, para fazermos balanços sobre o que correu menos bem e engendrar planos para que os doze meses que se avizinham correspondam a uma melhoria nas nossas condições de vida.

Porém, para que o ano novo seja, realmente, sinónimo de uma nova vida, é importante que tomemos uma particular atenção ao plano financeiro, afinal de contas é ele que, na maior parte dos casos, dita a diferença entre um ano de sorrisos e um ano de dificuldades.

Porque a sua felicidade é um tema de extrema importância, vamos fazer com que a passagem do ano marque a transição para uma vida mais feliz e prazerosa ajudando-o a fazer o balanço e planeamento da sua vida financeira.

Pega num bloco de notas e numa caneta e prepare-se para vestir a pele de um verdadeiro analista. Venha daí!

Balanço e contas: Despesas, receitas e taxa de poupança

Antes de qualquer tipo de planeamento, é importante descer à terra e fazer um balanço pormenorizado das despesas que se efetuaram durante o ano que passou, quais as receitas obtidas e calcular a taxa de poupança conseguida.

Comecemos pelas despesas.

Com o auxílio de uma folha Excel ou de um caderno, crie duas colunas: uma para as despesas fixas (eletricidade, água, gás, prestações de crédito, etc.) e uma outra para as despesas esporádicas (compra de roupa, calçado, etc.)

Dentro de cada uma destas colunas crie subdivisões para os tipos de gastos que teve. Analise cada uma destas despesas e tente perceber o que podia ter feito de diferente e quantifique o valor que podia ter poupado se tivesse optado, por exemplo, por um outro operador de telecomunicações ou um diferente fornecedor de energia.

Depois deste trabalho com as despesas, repita o procedimento com as receitas, nomeadamente com os rendimentos do trabalho e rendimentos excecionais, como vendas de produtos em segunda mão ou retorno de investimentos.

Feito o apanhado destes números, é tempo de calcular a taxa de poupança que conseguiu ao longo do ano. Para tal, recorra à seguinte fórmula:

Taxa de Poupança: montante médio de poupança mensal / rendimento líquido mensal x 100

Note que, uma taxa de poupança “saudável” deve situar-se entre os 10% e os 20% do seu rendimento mensal.

Com o balanço feito, deve ser capaz de identificar onde gastou demais, criar estratégias para aumentar a poupança e reduzir os gastos e, se necessário, encontrar formas de multiplicar os seus rendimentos, tudo aspetos que serão de extrema importância no passo seguinte: o planeamento financeiro.

Planeamento financeiro: a base para um novo ano tranquilo

Chegamos, enfim, ao planeamento financeiro para o novo ano.

Com as indicações que retirou do balanço que fez, é altura de começar por criar estratégias de poupança que podem passar por:

  • Renegociação dos seus créditos

As prestações de crédito são um dos maiores sorvedouros de dinheiro do seu orçamento, razão porque lhes deve prestar uma atenção especial no seu planeamento.

Para perceber o impacto que os seus créditos estão a ter no seu orçamento mensal, calcule a sua taxa de esforço:

Taxa de Esforço: Prestações mensais com créditos / Rendimento mensal x 100

Caso a sua taxa ultrapasse os 35%, percentagem limite recomendada pelo Banco de Portugal, é sinal de que pode estar na altura de renegociar os seus créditos juntando-os num crédito consolidado, uma solução financeira que lhe permite reduzir o valor das suas prestações em até 60%, prolongar o prazo de reembolso e até pedir um financiamento extra para, por exemplo, financiar a compra de um carro novo.

Se essa for a sua decisão, aconselhamos a que faça uso do nosso simulador de crédito consolidado para calcular qual o dinheiro e prazo de que vai necessitar para juntar todos os seus créditos num só e ganhar uma maior folga orçamental todos os meses.

  • Reduza jantares fora de casa e opte por transportes públicos

Cozinhe mais em casa. Além de mais barato, é uma alternativa alimentar mais saudável.

De igual modo, deixe mais vezes o carro na garagem e opte por comprar um passe de transportes públicos ou aposte no car sharing (partilha de carro) para o ajudar a diminuir as despesas com combustível e portagens.

  • Compre em épocas de saldos e faça uso dos descontos e promoções

Aproveite os cartões de desconto e as promoções para as suas compras recorrentes de supermercado. Já para compras de maior valor, aconselhamos a que as faça em épocas de saldos e/ou na Black Friday.

Para o ajudar a escolher a loja mais em conta, faça uso deste simulador da DECO (Associação de Defesa do Consumidor) para encontrar os supermercados da sua zona de residência que estão a praticar preços mais baixos.

  • Deixe cair serviços de telecomunicações que não utiliza

Será que precisa de todos os serviços que o seu pacote de telecomunicações lhe oferece?

Caso chegue à conclusão que não, é tempo de tentar renegociar a retirada desses serviços com a sua operadora ou, em alternativa, procurar um pacote mais em linha com as suas necessidades e hábitos de consumo.

  • Mude de fornecedor de energia

A eletricidade e o gás são, sem dúvida, os grandes responsáveis por lhe levarem uma parte considerável do seu orçamento mensal. Para retirar algum deste peso de cima das suas finanças, procure comparar os preçários de outros fornecedores e, se encontrar mais barato, mudar.

Pode, igualmente, ponderar pedir uma redução da potência contratada de eletricidade em sua casa, uma vez que é uma ação que lhe pode valer a poupança de até 30/40 euros por mês.